O futuro não é mais como era antigamente

Essa frase foi escrita por Renato Manfredini Júnior, mais conhecido por seu nome artístico, Renato Russo, um dos grandes poetas da música brasileira há exatos 30 anos na célebre música Índios do Álbum Dois da Legião Urbana.

É importante lembrar que Renato Russo com sua Legião não é unanimidade, muitos ainda dizem que lhes faltavam a métrica, a qualidade musical ou que suas letras eram pobres, mas, é inegável a marca que essa “banda” deixou em grande parte da geração Coca-Cola. São milhões de discos vendidos, shows memoráveis e por que não dizer, letras que ainda guardamos na memória.

Mas, esse texto não se trata apenas dessa rica lembrança que me veio com o Podcast 529 de meu amigo distante (sim, para mim ele é amigo), Luciano Pires, em seu canal Café Brasil, quando ele falou do Equilíbrio Distante, aliás, ouçam por que vale a pena.

O Podcast foi tão impactante que eu revisitei minhas músicas de adolescência, e com tudo que estamos vivendo no Brasil e no mundo nos dias atuais, muitas delas pareceram para mim tão atuais, tão demasiadamente humanas como diria Nietzsche.

E foi entre o Tempo Perdido que encontrei Quase sem Querer inspiração para o texto que segue:

Entre Índios e A Ordem dos Templários fomos forjados pelas mãos enegrecidas da vergonha e do descaso. Criamos entre misturas uma imagem só nossa, exuberante para quem não vive o Teatro dos Vampiros, não tão bela para os Soldados que definitivamente não respeitam a constituição.

O gigante pela própria natureza criou mais exclusões do que sinergias, mas, ainda assim nos tornamos um povo, um “Povo Novo” nas palavras de Darcy Ribeiro capaz de buscar a Perfeição ainda que ciente de que o Equilíbrio Distante é quase uma utopia.

E de tanto ver vencer a injustiça é ainda um povo que pergunta Que país é esse? Mas, certos de que existe em nosso DNA um suplicante e forte registro histórico de luta, resiliência e criatividade.

O fato é que há 30 anos Renato nos fez refletir que nosso futuro seria diferente dos de outras épocas, e foi, está sendo e será com certeza. Por que toda vez que você olha para o futuro ele já não é o mesmo, pelo simples fato de você ter olhado pra ele.

O futuro será sim diferente, pois, as regras do jogo estão mudando com uma esfomeada rapidez, a tecnologia nos abriu uma nova frente, deu armas aos descamisados e uma lupa sobre nossos próprios erros, e isso é bom, representando bem o que o aforismo grego queria dizer com o “Conhece-te a ti mesmo”, fomos apresentados a nós mesmos, notamos que nem tudo era belo e carnaval e que nem tudo eram flores.

O futuro não será mais como era antigamente, por que já é hora de evoluir, seja como sociedade não aceitando e se indignando com o desmando, com o conchavo, com uma velha ordem vigente de que “sempre foi desse jeito”, seja como profissionais, empresários ou gestores públicos, que no atributo de suas funções Devem construir um novo futuro, focado na produtividade, na criatividade e na educação evolutiva.

A educação e o empreendedorismo pode mudar nosso presente e elevar nosso futuro, precisamos acreditar e nos unir, deixando de lado velhas bandeiras, velhos cacoetes fascistas de uma direita sensacionalista e velhas lindas histórias de um conto de fadas enferrujado nos porões de um socialismo que apresenta um futuro ideal, mas, inviável e quase inocente.

Não há mais espaço para amadores, é o momento da objetividade e dos planos concretos, da transparência e da comunicação assertiva. A tecnologia aproxima, cria oportunidades e iguala jogadores, mas, temos que estar dispostos a pagar o preço da excelência e nos comprometer com o futuro.

Portanto, pare de fazer o possível, do mesmo jeito que sempre fez, é hora de sermos a melhor versão de nós mesmos, “Inéditos” como diria meu conterrâneo Mario Sérgio Cortella.

O futuro está a um clique de distância e chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor.

Se você chegou até aqui, vou lhe fazer um convite, escolha entre todas os seus talentos que você possui aquele que faz a diferença na vida de alguém, ou de uma equipe ou comunidade e coloque em ação.

Um enorme abraço e até o próximo capítulo.

 

Lincoln Carrenho

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