Inteligência Emocional em Finanças Pessoais

“É impossível progredir sem mudança, e aquelas que não mudam suas mentes não podem mudar nada” George Bernard Shaw

Você está no comando de suas contas?

É muito comum encontrarmos culpados para nossos fracassos, quando se trata da área financeira pessoal então, temos muitos culpados. Pode ser o governo, a economia, os impostos, a elite dominante, uma sociedade mal sucedida, um projeto fracassado, ou seja lá qual outra boa desculpa que nossa mentalidade é capaz de criar.

O fato é que nossa relação com o dinheiro é muito mais influenciada pelo comportamento do que pela quantia que você tem guardada. Ou ainda pela dívida que você acumulou. Para confirmar isso, tenho certeza que você já se perguntou:

Por que algumas pessoas com menos recursos que eu prosperam financeiramente, enquanto eu não avanço?

“A culpa é minha, então, eu coloco em quem eu quiser”

Simples!!! Pois, a inteligência financeira não está, diretamente, relacionada com quanto você ganha, mas com a mentalidade em relação ao dinheiro. E sem apelar para o brilhantismo motivacional do pensamento positivo, o que estou falando aqui é sobre relação emocional e racional com recursos financeiros.

A maior parte das pessoas ignoram o fato de que suas crenças e, principalmente, valores pessoais, influenciam suas atitudes em relação aos seus recursos, por isso entram no que eu chamo de “Padrão Automático de Tomada de Decisão Financeira”, o PATDF. Esse Padrão influencia, dentre outras coisas, as seguintes áreas da educação financeira pessoal:

CONSUMO: Não há necessidade de aprofundamento no tema para saber que nosso consumo é influenciado por tendências, tais como moda e neuromarketing, mas, principalmente por nossos valores, sentimentos e estado emocional. Há pessoas que compram quando estão tristes, para que a ilusão da posse sobre algo lhe forneça alegria (mesmo que momentânea).

INVESTIMENTO: É muito comum eu ouvir as pessoas repetindo lições sobre investimento sem nunca ter aberto um livro sobre o tema, ou nunca efetivamente conseguir retorno com eles. Quando em meus cursos eu pergunto:

“O que é melhor, Alugar ou Comprar um imóvel?”. Quase todos dizem, CLARO que comprar. E eu sou obrigado a perguntar, Por que? E muitos me dizem, imóveis são seguros, você nunca perde dinheiro e todas os outros argumentos que sabemos. Mas, o fato é que eu respondo essa pergunta com um “depende”!. É claro que analisando nossa economia, ao longo dos anos, imóveis são investimentos seguros, mas é necessário entender outros aspectos, como momento de vida, perfil de investimento, necessidade de retorno e flexibilidade.

“Antes de dizer que tem certeza sobre algo, pense exatamente de onde vem o conhecimento que você afirma dominar”.

CONHECIMENTO FINANCEIRO: Antes que me crucifiquem sobre o que falei sobre imóveis, não estou afirmando que imóveis são investimentos ruins, mas, que não são os únicos. O fato é que assim como muita gente tem medo e quer distância de aprender matemática, a maior parte das pessoas tratam o conhecimento financeiro pessoal como se trata cozinha de restaurante.

“Melhor não conhecer como é a cozinha quando se está com fome”

Há uma crença de que esse conhecimento está nas mãos de apenas alguns privilegiados, principalmente, dos “maléficos” BANCOS! E assim essa crença de que o conhecimento financeiro não pode ser adquirido, gera pessoas que conduzem suas finanças pelo sabor do vento de suas intuições.

É claro que existem outros fatores determinantes, como por exemplo, Planejamento de Vida Pessoal e Profissional ou ainda Planejamento Familiar. Se você não sabe pra onde vai, não importa qual caminho vai tomar, portanto, é uma loteria. Mas, esses já são temas para um próximo artigo.

O fato é que finanças pessoais inteligentes são acessíveis para todos, seja você um trabalhador que quer saber o que fazer com seu FGTS, ou um pai/ mãe que pensa em fazer um Plano de Previdência ou um investidor que quer diversificar seus investimentos.

Para começar, responda três perguntas:

– Quais são minhas atitudes e valores em relação ao dinheiro baseado no meu histórico de consumo, investimento e empreendedorismo?

– O meu perfil investidor é de quem busca mais segurança ou mais rendimentos?

– Quais são meus objetivos de vida pessoal/ profissional nos próximos 1,2 e 3 anos? Casar, ter filhos, montar um negócio…

Pense nisso. Mas, acima de tudo, PENSE SIMPLES! O segredo está no foco e principalmente na atitude.

Abraço e até a próxima.

 

Lincoln Carrenho

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